Nódulo de Tireoide: Entenda o caso da atriz Carla Diaz

Aproximadamente 60% da população brasileira tem um nódulo de tireoide diagnosticado em algum momento de sua vida

 

Carla Diaz publicou um vídeo nas redes sociais para contar aos fãs que descobriu um nódulo na tireoide. Emocionada, a atriz de 29 anos compartilhou que está realizando uma série de exames, entre eles a biópsia.

“Estou tudo bem. Acabei de chegar em casa, fiz a biópsia. Queria agradecer as mensagens lindas, quanta força, apoio e amor. Vim retribuir e tranquilizar vocês. Já passei por mais uma etapa. Estou aguardando o resultado dos exames, mas estou muito mais esperançosa. Me senti muito abraçada por todos vocês. Estou feliz e grata. Obrigada!”, disse em seu Instagram.

Para quem não sabe, o nódulo na tireoide atinge quase cerca de 60% da população, em sua maioria mulheres e idosos. Partindo desse princípio, é necessário entender que ele pode ser benigno ou maligno (evolui para câncer). Para te ajudar a entender exatamente as principais diferenças, conversamos com os endocrinologistas Raquel Constantino e Fabrício Siano. Veja abaixo:

O que é a tireoide?

Endocrinologista e nutróloga esportiva  Dra. Raquel Constantino

Trata-se de uma glândula endócrina situada na frente da laringe. Ela tem um formato de “borboleta” (com dois lobos e um regiao central), e é uma das maiores glândulas do corpo humano. É a responsável por produzir os hormônios tireoidianos (T3  E T4), que atuam no nosso metabolismo e na função de órgãos importantes como coração, cérebro, rins e fígado. “Interfere no crescimento e desenvolvimento de crianças, na regulação dos ciclos menstruais, fertilidade, no humor e no controle emocional“, explica a endocrinologista e nutróloga Raquel Constantino. 

 

O que é um nódulo de tireoide?

 Dr. Fabrício Siano endocrinologista de Niterói- RJ

De acordo com o endocrinologista Fabrício Siano, o nódulo de tiroide é comum principalmente em mulheres. Eles podem ser únicos ou múltiplos, e em maior parte são de natureza benigna. “É importante  salientar  que  nem  todo nódulo de tireoide  é um tumor. Porém, todo tumor se apresenta com aspecto de nódulo”, explica o profissional.

Os nódulos benignos  não funcionantes (que não produzem hormônio de  modo  autônomo) possuem esse efeito  compressivo. Já os nódulos benignos  hiperfuncionantes produzem o hormônio de modo autônomo, levando ao hipertireoidismo.

Mas afinal, o que ele é? Trata-se de uma massa de tecido tireoidiano que acabou crescendo de tamanho que contém líquidos em seu interior. Estima-se que quase 60% da população brasileira tem ou já teve algum nódulo.

Quais os sintomas?

Normalmente os nódulos geralmente não apresentam sintomas, ou seja, são assintomáticos. Porém, Raquel Constantino explica que em alguns casos ele pode comprimir o pescoço, ocasionado falta de ar, e até mesmo o nervo laríngeo (responsável pela fala), gerando algum tipo de rouquidão. “Pode acontecer, mas em grande maioria o nódulo é descoberto ao acaso, por meio da ultrassonografia, sem que o paciente sinta alguma coisa”, explica.

Como fazer o diagnóstico?

De acordo com os endocrinologistas, o melhor exame para diagnóstico dos nódulos é a ultrassonografia de tireoide com Doppler. “Nele, conseguimos identificar o formato, tamanho, localização e se há algum aspecto para malignidade”, explica Raquel.

O exame físico também é importante. “No exame  físico  do pescoço conseguimos avaliar também o  tamanho, consistência, sensibilidade e mobilidade  do nódulo, assim como a presença de gânglios na região do pescoço”, complementa Fabrício. “Caso seja um nódulo sugestivo de tumor podemos complementar  com a punção desse nódulo. Vale lembrar também que nem todo nódulo deve ser puncionado. Por isso converse sempre com seu médico.”