Laura Atalla indica três filmes que derrubam o padrão estético corporal.

Batemos um papo exclusivo com a futura nutricionista.

Há muito tempo, mulheres de todos os lugares do mundo vêm batalhando para conquistarem liberdade de serem quem quiser respeitando suas individuais diferenças. Acontece, que a tarefa não é tão fácil quanto parece, tendo em vista que durante anos a sociedade seguiu um padrão estético corporal que acabava obrigando as mulheres a seguir esse modelo, diariamente, muitas desenvolvem distúrbios alimentares justamente por conta dessa busca incessante para se encaixar nesse retrato. Milhares chegam à morte por conta disso.

Dados apontam que somente no Brasil, sejam diagnosticados 150 mil casos por ano de anorexia nervosa.

Convidamos a estudante de nutrição e musa fitness Laura Atalla para um bate papo sobre padrões estéticos e a morena aproveitou para indicar três filmes essenciais para as mulheres que querem entender um pouco mais sobre o assunto na prática.

Laura começa nos indicando três filmes para inspirar você que procura enfrentar qualquer tipo de desigualdade, preconceito ou injustiça.

“Eu assisti três filmes recentemente que achei de uma representatividade extremamente valiosa.

O primeiro, “O mínimo para viver”, conta a história de uma jovem anoréxica onde tenta se manter num peso inferior ao normal, provavelmente para se encaixar nos padrões “perfeitos” que a sociedade criou. Além disso, a protagonista pratica abdominais de forma excessiva e descabida e possui uma fixação em saber detalhadamente as calorias de todos os alimentos. O filme tem uma base educativa profunda e o assunto sobre distúrbios alimentares precisa ser explorado e debatidos. Recuperação da autoestima e mudança do comportamento alimentar são fatores importantíssimos nesse processo.

O segundo filme, é “Dumplin”.  É uma comédia leve e tocante que disserta sobre uma menina que está acima do peso, mas é muito confiante apesar de não ter qualquer apoio da mãe que é Miss. A protagonista quebra todos os estereótipos impostos pela mídia e sociedade e se inscreve em um concurso de beleza. É um filme que incentiva mulheres deslocadas pelo seu físico abordando a inclusão social! O filme ensina que não importa se os outros não te consideram dentro do padrão. Você é linda e especial exatamente da maneira que deve ser!

O terceiro, é “O diário da princesa”. É um filme clássico e que fez parte da minha adolescência que conta a história de uma menina que descobre que seu pai é o Príncipe de Genovia. Ela em determinado ponto da vida decide assumir o posto de princesa, mas não sabe como se encaixar nos padrões para começar a ser vista como tal pela sociedade. Mia teve que mudar completamente e se enquadrar nos padrões da sociedade para que as pessoas a enxergassem como o posto que ela ocuparia. Uma pena, né? Mas é mais comum do que pensamos.”

A atual musa confessa também que já buscou por inúmeros tratamentos estéticos por vergonha das suas estrias. Afinal, que corpo feminino não tem suas maravilhosas linhas que fazem o seu diferencial?

“Acredito que essa imposição da sociedade, que por sinal é infelizmente muito poderosa, afeta muitas mulheres desde criança/adolescência. Quem nunca se comparou com a amiguinha da escola, né? Eu sempre fui muito magra. Quando ganhei corpo e as estrias dominaram minhas coxas e bunda lá pelos meus 13 anos, eu fiz meus pais procurarem todos os tratamentos existentes da atualidade. Afinal, eu não enxergava estrias nas minhas amigas e nem nas artistas que eram minhas maiores referências da época (não que elas não tivessem, talvez escondessem pela própria pressão discutida). Então, por que eu tinha que aceitar em mim? Por que eu? Vão aparecendo tantos pontos de interrogação! Até pouco tempo atrás, ouvia piadinha na praia, sobre essas marcas no meu corpo. Sempre foi muito constrangedor! Depois de iniciar um processo bacana de autoaceitação, eu aprendi a controlar essa minha condição. Tenho estrias sim e essa sou eu!”

Para finalizar e acabar de vez com esse tabu, a futura nutricionista confirma, corpo magro não é sinônimo de saúde e corpo gordo não é sinônimo de doença.

“As pessoas criaram naturalmente essa visão inadequada De que ser magro está obrigatoriamente ligado a ter um corpo saudável. Mas eu te pergunto: Se o magro não possui hábitos alimentares saudáveis, é fumante e não realiza atividades físicas. Podemos defini-lo como um ser saudável? Bom, é notável que ele estará mais exposto à problemas de saúde! É um erro julgarmos preliminarmente também a pessoa com sobrepeso como doente. Se ela por exemplo, pratica esportes, não tem o hábito de fumar e beber e mantém um comportamento alimentar adequado, ela poderá sofrer até mesmo menos riscos na saúde do que o próprio magro citado acima.

Deixando claro que, o fator genético existe, mas não é decisivo! Decisivo é o seu estilo de vida!