Junio Alvarenga aponta ódio e intolerância no país e afirma “O cristianismo que se vê hoje, não tem a ver com Jesus, seu fundador.”

Esse conceito de intolerância , o Darwinismo social, criado no século XIX por Francis Galton, trouxe a péssima ideia de superioridade de uma raça sobre as demais. Essa ideia gerou uma série de intolerâncias contra os diferentes do padrão estabelecido pela classe predominantemente rica e de pele mais clara, independente do credo. Desse modo, discursos de ódio foram propagados na história da humanidade em todo canto, o que promoveu o surgimento de diversas minorias, grupos isolados com divergências a governos, ideias e filosofias. Com a expansão dos doutrinadores teólogos mais conservadores os fundamentos religiosos se tornaram adeptos ao discurso do ódio e da intolerância partindo da premissa de que a Bíblia Sagrada reprova uma lista de pecados que eles não se identifiquem, mas veja só, apenas os que eles não se identifique . Assim escreve um dos líderes espirituais mais antigos das redes sociais.

Junio Alvarenga, além de escritor é conhecido como Coach de “Mentalidade Espiritual”, e já viajou o mundo todo fazendo pesquisas sobre religião e comportamento religioso . Escreve em suas redes que “Cabe dizer que o cristianismo tem contribuído de forma duvidosa em um mundo que se difunde tanto a ideia de paz e solidariedade, mas continua repleto de preconceitos. Temos que analisar com mais ênfase, que o país apesar de laico é predominantemente cristão e a mensagem de Cristo não era espadas, mentiras e disputas, mas Amor, Verdade e Justiça. E me pergunto: o que temos anunciado ?

Alvarenga ressalta que “ é importante pontuar que as intolerâncias e ódios passados permanecem sendo alimentados por grupos sociais por todo lado, dentro das comunidades sobretudo religiosas e familiares. O autoritarismo já era discurso de engravatados espalhados pelas igrejas bairristas do país e formava pessoas despreparadas e odiosas com suas doutrinas anti bíblicas por décadas. Nesse viés, fica difícil romper com ideias que já causaram tantos estragos e são motivos de vergonha para algumas sociedades religiosas.”

“A igreja brasileira deixou estigmas insuperáveis de opressão sobre as minorias e classes repudiadas pelos fundamentos religiosos mais arcaicos.”
O escritor que também é líder de um movimento no Brasil chamado “Reinista” lembra que nos anos 80, quando ainda criança, sofria bullying na escola por ser evangélico, sua irmã levou pedradas por ter o cabelo cumprido e associa isso ao resto da ditadura implantada nos anos 70, acredita ainda que “esses fenômenos estavam esquecidos no armário como fantasmas e foram de novo expostos nesse momento com mais veemência ao ódio.” E ainda relata : “ser negro, gay, pobre ou mãe solteira em um tempo não muito distante, era motivo de chacota, piada e proscrição na sociedade”. E continua: “Não se matava como Hitler, mas morreram muitos de tristeza, o gás tóxico que matou em silêncio almas que perambulam entre nós.”

“O triste devaneio de Hitler, na Segunda Guerra Mundial, parece uma ficção distante, mas precisamos lembrar que começou assim, que afirmava ser a raça ariana pura e superior, sendo judeus, negros, homossexuais, ciganos e deficientes um perigo para a continuação da superioridade dessa raça.
Desse modo, muitos foram mortos por causa desse discurso de ódio que se apresenta ainda hoje nos chamados grupos neonazistas, os quais se espelham na Europa, em especial contra os refugiados. Isso mostra que colocar fim em falas que negam o diferente é de extrema dificuldade e quase impossível , pois nem a morte milhares de inocentes conseguiu sensibilizar algumas pessoas sobretudo cristãs. A própria igreja católica medieval repercutiu atrocidades contra aqueles que repudiavam suas doutrinas e os perseguiu em Nome de Deus. Ser cristão hoje em dia ainda é muito paradoxal quando comparamos o cidadão do bem e cristão no Brasil com tanta violência e discurso do xingamento nas redes sociais. Xingam e desejam a morte no Twitter e levantam a mão na igreja a noite.O cristianismo que se vê não tem a ver com Deus e nem com o Cristo, acredito que daqui a pouco não haverá religião, seremos um povo único no Brasil, eu acredito e prego isso”

Alvarenga diz que “a razão da internet e das inúmeras redes sociais são motivações que facilitam e agilizam a propagação, território que essa gente arrazoou não ter lei. Nesse contexto, de forma prática as pessoas publicam pensamentos machistas, racistas ou homofóbicos e encontram outras milhares de pessoas que concordam com elas. Nasceram as fake news, ideia absurda de materializar notícias falsas e disseminar o ódio misturado com pretensão de acusar ou desmoralizar com a imagem do outro. “

Em Uma live recentemente, Junio Alvarenga convida o renomado Advogado e Economista Renato Opice Blum especialista em criminalidade digital e fazem uma explanação importante sobre a gravidade decorrente desse fenômeno digital chamado fake news e Dr. Renato alerta : “calúnia, difamação, qualquer desafeto em redes sociais também é crime e não deixa de ser investigado e se necessário, punido”.

No seu blog o líder religioso acrescenta : “Em suma,apesar da disseminação de intolerâncias e discursos de ódio ser algo de séculos, poucas medidas vêm sendo tomadas para reverter esse quadro. Diante desse cenário, a Organização das Nações Unidas com apoio dos governantes nacionais devem elaborar campanhas que se encaixem nas diferentes realidades por meio da participação de historiadores que procurem as raízes do ódio. O próprio Facebook derrubou páginas com conteúdos criminosos recentemente a pedido de investidores e financiadores internacionais .

Essas campanhas deverão ser difundidas em todos os meios de comunicação como forma de desconstruir pensamentos que preguem a violência ou a exclusão. Dessa maneira, aos poucos, sem apoio dos jovens, essas ideias ficarão no passado, dando espaço para um mundo com mais amor e respeito,” finaliza.

Para saber mais sobre Junio Alvarenga, acesse: Instagram.com/junioalvarenga2/