Darlan Almeida: De vendedor de picolé a grande empresário

Uma vida de muita luta e persistência. Assim Darlan Almeida, de 33 anos, conta como foi sua trajetória. Filho de Angélica Azevedo de Almeida e José Valdivan Muniz Cardoso, Darlan começou a trabalhar com 7 anos de idade.

Sua infância árdua para o sucesso
Um menino que vendia picolé nas docas da cidade de Santarém no Pará, porque simplesmente sempre gostou de trabalhar. Ele conta que já fez um pouco de tudo.

“Vendi picolé, já fui reparador de carro, carreguei sacola no Mercadão 2000, vendi chocolate em pontos de ônibus, produzia cartolina de temperos e distribuía em mercearias em Manaus. Até que minha prima Teresa me chamou para vender relógios em frente à Matriz, como camelô”.

Darlan foi bem treinado pela prima e começou a se destacar nas vendas, mesmo ainda sendo muito novo. Após um tempo vendendo relógio, Darlan foi chamado para fazer locução no Varejão 258, uma loja no centro da cidade.

“Eu subia em cima da caixa de som, chamava as pessoas. Era bem animado e eu gostava muito do que fazia”.

Dificuldades que antecederam um caminho vencedor
Nessa época, os pais de Darlan se separaram. Ele, a mãe e os cinco irmãos foram morar no mercadinho da Rodagem. “Não era uma casa, era um quiosque onde metade era a lanchonete da minha mãe e outro lado era nossa casa. Ali alagava muito. Não faltava comida, mas era uma realidade triste e eu queria mudar”, enfatizou.

Conseguiu com seu primo Cleups Moita um trabalho em sua loja, era bom, tinha estabilidade, porém não tinha tanto crescimento. Por conta disso, decidiu voltar a trabalhar como camelô, mas dessa vez na cidade de Tianguá, no Ceará. No local só era possível trabalhar aos sábados, logo sua banca fechou.

Morando com a avó, Darlan viu que uma loja estava preste a inaugurar, na qual os produtos eram R$1,00 (um real). “Fui à loja e pedi emprego. Os donos riram, porque eu era criança. Mal sabiam que eu era experiente em venda.” 

Na inauguração, Darlan foi até a loja, o proprietário, seu Vavá, ao lembrar-se do pedido do jovem o chamou para que fizesse panfletagem, após o proprietário ver o retorno que teve com as técnicas daquele menino, desacreditado por eles no inicio, o chamou para que viesse trabalhar com ele. Em pouco tempo já fazia trabalho de gente grande, ganhou a confiança do dono e atuava gerenciando vários setores, de pedidos à carga e descarga de mercadoria.

Tentativas e erros
Mesmo com o emprego fixo, observou que o salário não era suficiente e queria mais, começou então a conciliar as rotinas do trabalho com a atividade paralela de compra e venda de celulares usados, comprava celulares com defeito levava-os a Assistência e vendia os mesmo reparados, de tanto observar começou a aprender a fazer a manutenção.

Viu então que essa atividade lhe estava dando mais retorno que seu emprego, mesmo enfrentando dificuldade resolveu sair e se dedicar a essa nova atividade. Após um tempo no Ceará decidiu retornar para Santarém, lá chegando Darlan alugou uma loja e abriu assistência técnica, chamou de ‘Darlan Celulares’, para atender a demanda contava com o auxílio de seu primo Joel Muniz. Tinha 16 anos quando inaugurou sua primeira loja.

Foi um sucesso. Era pioneiro no município e a demanda era grande. Muitos problemas surgiram e Darlan não tinha maturidade suficiente para administrar uma loja. Darlan Celulares faliu e o jovem, em nova tentativa de sucesso, decidiu ministrar aulas sobre assistência técnica, mas novamente não obteve êxito.

Abriu então outra loja, chamada Concel Celulares, que também faliu com o tempo. Nesse período estavam surgindo muitos concorrentes e ele não sabia lidar com a situação.

Persistente, abriu outra loja em rua comercial de Santarém, que também não deu certo. “Passei um tempo quebrado, devendo muita gente. A imaturidade e falta de conhecimento administrativo fizeram com que isso acontecesse.”

Um novo começo: O Sucesso!
O jovem começou do zero. “Tudo que eu tinha era um celular. Comprei mercadorias, capas e acessórios para celular em boletos. Dei meu celular para pintar a frente da loja, comprei máquinas de solda com cheques de minha prima Tereza, que confiava nesse novo projeto. Também sempre contando com o apoio motivacional e confiança de minha mãe, Angélica, que sempre incentivou a correr atrás de meus sonhos e a nunca desistir. Assim consegui inaugurar a Casa do Celular”.  Afirma Darlan.

No primeiro mês, seu irmão Júnior Almeida, co-fundador da Casa do Celular, cuidava dos atendimentos no balcão enquanto Darlan se encarregava da assistência e auxiliava no atendimento.

O lucro da loja foi de R$10 mil e foi suficiente para colocar todas as contas da loja em dia e começar a pagar as dívidas atrasadas. 

Com pensamento sempre no sucesso e com ideias visionárias Darlan regista a marca no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), já com ideias de uma futura expansão nos negócios, aliada ao fato da Casa do Celular tornar-se um sucesso na cidade.

Com a ajuda de seus irmãos Darlivan, Júnior Almeida e Izaura, abriu mais 3 lojas pequenas na cidade.

Em um empreendimento mais ousado, e observando as mudanças no cenário local, Darlan, decide então expandir para outro lugar, escolhendo Macapá, capital do Amapá, como novo desafio, mais uma vez obteve êxito na luta.

Mesmo contrário a muitos, que o taxaram de louco por sonhar voar tão alto, Darlan se lança além e, já com objetivo de tornar seu negócio, que até então era único e inovador, uma franquia, parte com seu amigo Kelvin Bezerra  de carro pela estrada, rumo ao estado do Ceará, ambos confiantes no projeto e buscando mais conhecimentos sobre o segmento. Nesse período de novas conquistas, deixou a frente dos negócios, como gerente geral, seu irmão Darlivan Almeida, hoje atual CFO da franquia.

Após estudo e muita fé no seu potencial, O jovem empreendedor decide abrir a primeira loja no formato franquia na capital do Ceará, Fortaleza. E mais uma vez sua intuição e sua visão de negócios o colocaram em um caminho muito promissor, estava então iniciada a nova fase: Franquias Casa do Celular!

Darlan Almeida tem como objetivo expandir a Casa do Celular para cada canto do país, e hoje há inúmeros interessados que pretendem fazer parte do sucesso construído pelo empresário.

”Sempre pensei na frente, várias vezes cai diante de problemas, mas sempre levantei. Lutei muito, porque meus sonhos são grandes!”. O empreendedor hoje tem como novos objetivos a expansão internacional e a entrada no mercado de fabricantes de telefonia celular, com a marca Brasiltec, sendo que os dois projetos já saíram do papel e estão em pleno início de execução.

“A Brasiltec é um novo empreendimento que dará visibilidade ao meu tão amado País para um setor até então não tão explorado!”. Diz Darlan sobre seu novo projeto.

A trajetória de Darlan Almeida no ramo dos negócios inspira os novos empreendedores e sonhadores que pretendem ingressar e os que estão na luta para o sucesso, sua carreira também tem despertado olhares de grandes nomes mais tradicionais do mercado, estes sempre buscando oportunidades inovadoras, tais como a do Jovem visionário.

“O destemido faz sua sorte!”. Conhecido jargão criado por este, que sempre o inspirou a seguir em frente e também vem motivando muitos dos seus seguidores.