Modelo de negócio criado pelo empresário Pedro Faria promete inovar o tratamento contra varizes e vasinhos

Estima-se que 75% da população adulta brasileira tem varizes, a maioria delas do sexo feminino. Com o passar do tempo e devido a fatores hereditários, as veias diminuem a sua elasticidade normal e as válvulas venosas perdem sua eficiência. Com isso, o sangue passa a ficar parado ou mesmo a refluir dentro das veias, provocando a dilatação delas.

Mas o mercado conta há dois anos, com 14 unidades em nove estados brasileiros da clínica CEP Varizes, que trabalham com métodos minimamente invasivos de tratamento contra essas marcas que atingem tantas pessoas. Os procedimentos realizados nas unidades da clínica fazem sucesso porque não são invasivos, não necessitam internação, repouso e não tem cortes. Em até 45 dias, o paciente chega ao final do tratamento com resultado eficaz e indolor.

Junto com um amigo médico, o empresário Pedro Faria percebeu que na área vascular havia uma grande chance de crescimento, justamente pelas doenças serem tão comuns. “Decidimos propor um modelo de sociedade aos médicos, e nós forneceríamos as habilidades para trabalhar”, ele explica. E o próprio negócio provou sua eficácia, já que hoje tem 14 unidades em nove estados brasileiros, isso em apenas um ano e meio desde a inauguração. A CEP Varizes cresceu 300% no ano e faturamento está estimado em dezenas de milhões de reais.

Mas, nem sempre a história de Pedro foi de sucesso. Pelo contrário, começou com muitas dificuldades, quando ele ainda bem jovem e estudando administração de empresas, decidiu largar tudo e ir para os Estados Unidos fazer intercâmbio e aprender a língua inglesa.

Poucos dias antes de embarcar, seus pais se separaram e o dinheiro passou a ser um empecilho. Apesar disso, ele foi e enfrentou muitos desafios longe de casa. Trabalhou como motorista, entregador de pizza, lavador de pratos, pintor, varredor de neve, entre outras funções. “Foram tempos muito difíceis, e todo o dinheiro que ganhava, eu investia em educação. Procurei as melhores escolas para ter o inglês fluente. Muitas vezes contei as moedas para poder comer, e aí optava por comer pão, porque sustentava minha fome por mais tempo”, conta emocionado.

Algum tempo depois ele decidiu voltar ao Brasil e ficar perto da família. Em casa, procurou uma nova fonte de sustento e se tornou vendedor. Ele visitava empresas para oferecer planos de saúde e planos corporativos de telefonia móvel. Ele conta que, apesar dos desafios, foi uma experiência enriquecedora, pois pode aprender sobre as variáveis da venda e comportamento humano. “Comecei a estudar a linguagem corporal do cliente, sua personalidade, e tomei muitos nãos. Fui modelando pessoas que admirava na área e mudei a minha imagem, me tornando o melhor vendedor da regional de Belo Horizonte, e depois do Brasil”.

Pedro foi convidado depois a ser um dealer da empresa, e em sociedade com um amigo, passou a investir no ramo dos planos de celulares. Eles entraram no negócio com um plano de expansão agressivo, e após algumas denúncias que a operadora sofreu, o negócio do empresário quebrou, e eles acumularam mais de 300 mil reais em dívidas, após algumas ações trabalhistas. Chegou a hora de recomeçar, e após iniciar um novo projeto, cursos de marketing para médicos, surgiu sua grande oportunidade: a CEP Varizes.