Miss Bumbum transexual comenta polêmica sobre inclusão no esporte “Fui excluída do time de vôlei”

No final de 2018, Paula Oliveira ganhou as páginas da internet ao ser umas das primeiras transexuais a participar do Miss Bumbum Brasil. Para a sua surpresa, a musa levou a faixa de terceiro lugar para a casa, entrando para a história do torneio depois de 8 edições brasileiras. Hoje, ela revela um outro lado da sua vida pessoal, o sonho interrompido de ser atleta apenas por ter decidido fazer a cirurgia de redesignação sexual. “O vôlei foi meu esporte preferido por muitos anos, porém ele foi tirado de mim ao perceber que não poderia entrar no time por ter me assumido transexual”, contou.

Ainda esse ano, o Diário Oficial publicou um projeto de lei 346, de autoria do deputado estadual Altair Moraes (PRB), que estabelece o sexo biológico como o único critério para definição do gênero de competidores em partidas esportivas oficiais no Estado de São Paulo. O projeto, que ainda vai a votação no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, veta a participação de transexuais em qualquer modalidade em equipes que correspondam ao sexo oposto ao de nascimento.

O caso veio à tona depois da jogadora Tiffany, a primeira transexual a atuar na Superliga Feminina de Vôlei. A discussão vem em torno de supostas vantagens de atletas transexuais no esporte feminino. “Proibir transexuais no esporte não é a solução, é necessário garantir, na que atletas trans não sejam excluídos da oportunidade de participar da competição esportiva”, para não causar danos maiores como até psicológicos na vida da gente, sempre quis jogar vôlei”.

Fotos: Vanessa Dalceno | CO Assessoria