Carnaval de rua é exemplo de ‘crise do conceito de cidadania’, diz secretário de SP

André Sturm defende ‘uso mais equilibrado da rua e do espaço público’ e restrições a carnaval de blocos e grafite: ‘Essa coisa do espontâneo é muito legal, desde que não incomode outras pessoas’.

Desde que assumiu a secretaria de Cultura da cidade de São Paulo, em janeiro, André Sturm teve que lidar com medidas que causaram polêmica e discussão: dos grafites apagados na avenida 23 de Maio a mudanças em populares eventos de rua, como a Virada Cultural e o carnaval dos blocos.

Com experiência anterior em gestão – foi responsável pela reabertura do Cine Belas Artes e dirigiu o Museu da Imagem e do Som (MIS), que, com exposições como as dedicadas a Tim Burton, David Bowie e o Castelo Rá-Tim-Bum, fez o público do espaço saltar de 44 mil visitantes em 2009 para mais de 600 mil em 2014 – ele acredita que o foco da política cultural de São Paulo deve ser a população e a melhoria dos locais já existentes da Prefeitura.

Sobre os eventos nas ruas, ele disse à BBC Brasil que há uma crise no conceito de “cidadania”.

“Cidadania virou sinônimo de: ‘eu tenho direito’, quando cidadania é ‘eu tenho dever’. Eu sou cidadão porque entendo que vivo numa comunidade e tenho que respeitar o meu vizinho. E cidadania agora virou ‘eu sou cidadão, então eu posso’.”

Leia abaixo trechos da entrevista:

BBC Brasil – Sua indicação para a pasta de Cultura da cidade foi elogiada por setores da classe artística porque o senhor representa alguém de perfil mais técnico que político. Mas como está sendo lidar com as pressões e questões políticas? 

André Sturm – Ainda é cedo, sou secretário há um mês, embora indicado há dois. Eu sempre fiz política, não partidária, mas fui da Associação de Curta Metragem, do Sindicato da Indústria do Cinema, sempre tive envolvido com esse outro lado, como militante da Cultura, na luta por leis, apoios, negociando com executivos.

Sou um técnico, mas com certo jogo de cintura. Isso ajuda porque chego para visitar um local e encontro a comunidade, os artistas, sempre com uma postura agressiva – hoje a gente vive um momento em que todo mundo agride, ninguém mais dialoga, as pessoas agridem, reclamam. Sou secretário há 15 dias e já estão criticando – então é bom ter jogo de cintura, para saber separar o que é acusação gratuita do que pode ter embasamento.

BBC Brasil – A secretaria teve 43,5% da verba congelada. Quais incentivos e projetos serão mais afetados? 

Sturm – É importante esclarecer esse congelamento, porque parece que foi uma decisão do prefeito e nesse caso é importante uma informação técnica. O que houve foi uma decisão da Fazenda (Ministério da Fazenda) de congelar 25% das Atividades (existentes) e em 100% os Projetos novos.

A Cultura é um setor que mobiliza, então, no ano passado vários grupos foram à Câmara Municipal pressionar por verbas. Um exemplo: o pessoal do teatro foi lá pedir um “Programa de Fomento ao Teatro” específico, de R$ 18 milhões – e a dança, o circo, todo mundo pediu coisa semelhante. O que aconteceu foi que R$ 90 milhoes que eram Atividade viraram Projeto e acabaram congelados integralmente.

Agora estou negociando com a Fazenda para tentar descongelar essa parte imediatamente. Então, eu não tenho a resposta para te dar, porque vai depender do que vou conseguir descongelar para poder definir o que vamos fazer. O congelamento de 25% de Atividade eu vivo com isso, realoco. Mas os que eram para ser Atividade, viraram Projeto por um erro da Câmara, e acabaram também congelados, zerando assim o orçamento para o fomento ao teatro, à programação das bibliotecas, etc.

BBC Brasil – No país, houve, ao longo do tempo, visões diferentes sobre a gestão de cultura, sobre o papel do poder público e da iniciativa privada, sobre o que deve ser promovido e o que não deve. Que tipo de política cultural a cidade de SP tentará fazer? 

Sturm – Tem alguns conceitos: foco em estimular os equipamentos, a prefeitura tem muitos equipamentos e vamos fazê-los funcionar bem – tanto do ponto de vista de infraestrutura e, principalmente, de programação.

Segundo: focar na população, não no empoderamento de coletivos de artistas. Não é pegar a Casa de Cultura e entregar para a gestão de três ou quatro coletivos de artistas da região fazerem o que acharem que têm de fazer – que é ficarem se apresentando para eles mesmos.

Para nós, é importante que a Casa de Cultura seja uma referência no bairro e é claro que os artistas da região são parte integrante disso, mas não são o vetor. O artista é o meio e não o fim da nossa política pública.

BBC Brasil – Houve uma discussão intensa sobre a Virada Cultural. Foi anunciado que o evento iria para o Autódromo de Interlagos, que seria privatizado, tirado do Centro, e depois um anúncio de que alguns lugares do Centro também teriam programação, mas diferente do que vinha sendo feito. A Virada vai ser menos na rua e mais concentrada na infraestrutura disponível da prefeitura? E nesse sentido vai ser menor?

Sturm – Maior ou menor depende do número que usa – número de pessoas atendidas? Não necessariamente menor. Número de locais com programação? Maior, com certeza. Antes você tinha palcos enormes que atraíam muita gente de uma vez só. A gente vai espalhar mais. Entre a Biblioteca Mario de Andrade e o Theatro Municipal, por exemplo, a rua Xavier de Toledo vai virar um palco, a rua vai virar um palco, sem que tenha um palco colocado – uma dupla aqui, um coral ali. Quando você caminhar pelo Centro, vai vivenciar atividades culturais o tempo todo.

Não quero que a Virada Cultural seja um evento enorme que traz um milhão de pessoas que vêm, assistem a um show de graça e vão embora. Eu gostaria que as pessoas entrassem no Theatro Municipal e voltassem ao longo do ano, que a Virada seja efetivamente uma alavanca de formação de público o ano todo.

BBC Brasil – A Virada é um dos exemplos do receio de parte da população de que haverá um controle maior das manifestações culturais que acontecem nas ruas. Há alguma prática prevista nesse sentido? 

Sturm – A rua vai estar cheia de atividades. A diferença é que em vez de colocar um palco que tem 50 mil pessoas, um monte de caixas de som que atormentam quem mora em volta e o grande fluxo de gente…você vai caminhar em blocos menores de pessoas e, nos caminhos, vai ter atividade cultural de rua. É isso que queremos mudar.

Eu fui a várias Viradas, você tem um show X, desembarca um monte de gente do metrô e trem, aquelas pessoas param na frente do palco, assistem ao show e vão embora…

BBC Brasil – Ao mesmo tempo tem gente que aproveita a movimentação para passear à noite pelo Centro, quando não fariam em outra ocasião…

Sturm – Claro que tem, mas o que eu quero dizer é que tem um monte de gente que só vem ver um show grátis – essas pessoas terão programação em todos os bairros, elas não precisam vir até o Centro. Para quem vier ao Centro, vamos ter um monte de programação nos locais abertos, você vai caminhar de um para outro.

A Virada acabava tendo um efeito muito maior de multidão – de atingir milhões de pessoas que depois passavam 364 dias no ano sem voltar ao Centro e a gente quer mudar isso, queremos que elas venham ao Centro com regularidade.

E eu acho que fazer um uso mais equilibrado da rua e do espaço público é uma preocupação que temos que ter, porque não podemos achar que porque eu e você achamos legal ter show na rua, os outros 500 moradores do bairro que não curtem têm que aturar porque nós é que somos cidadãos, que lindos, vamos ocupar a rua. Peraí cara pálida, tem quem gosta e tem quem não gosta e precisamos equilibrar isso.

BC Brasil – Você lidou com isso quando estava na direção do MIS – parte dos moradores do entorno fizeram abaixo-assinado porque o museu levava muita gente para a região. Como essa experiência lhe ajuda a lidar com o que está acontecendo agora na cidade?

Sturm – Da mesma maneira – parte da reclamação das pessoas naquela época era pura picuinha, preconceito de classe. Porque quando a exposição do David Bowie lotava ninguém achava ruim, mas quando a população da periferia começou a vir para o Jardim Europa e apareceu camelô, aí não servia. Trabalhamos para acabar com filas. Ali foi preconceito, mas parte daquilo tinha razão. O que fez sentido, a gente atendeu.

BBC Brasil – E o carnaval? Parte da população reclama do barulho, da sujeira, da urina, enquanto parte está pulando. Há quem goste e quem não goste – como equilibrar?

Sturm – O carnaval de rua é um bom exemplo. Carnaval pressupõe festa, todo mundo sabe, portanto, prepare-se para festa. Um monte de gente quer fazer um bloco e desfilar? Vamos estipular um horário – de tal a tal hora. Quem mora naquela rua, já sabe que nesse horário tem carnaval, sai mais cedo, vai para casa de alguém, volta quando termina.

O que não dá é quando chegar no horário do término eu ainda não conseguir entrar em casa porque a porta está catastrófica. É isso que acho que cabe à prefeitura: equilibrar interesses que são legítimos.

Carnaval é festa, bloco de rua é manifestação genuína, espontânea, cultural, que gera turismo, negócios. Mas vamos organizar um pouco. O que a gente pretende fazer é organizar melhor.

BBC Brasil – A prefeitura já anunciou algumas mudanças – taxação de blocos que vêm de fora de São Paulo, transferência de blocos com mais de 20 mil pessoas para uma região específica da cidade. Como vai ser essa nova organização do carnaval de rua de SP?

Sturm – O Bloco do Baixo Augusta leva 300 mil pessoas e vai continuar no mesmo lugar. Todos os blocos que já desfilaram em SP no passado tiveram os circuitos mantidos, salvo raras exceções que deram muito errado. Não foi nada radicalmente imposto.

Blocos novos – aí sim – foram alterados. Algumas avenidas foram proibidas, como a Rebouças que é uma artéria que não tem opção de ser fechada. Os blocos de fora também – um deles, que leva 30 mil pessoas, queria desfilar na Vila Madalena, e não tem como. Então decidimos que para não proibir ninguém, criaríamos esse circuito na avenida Tiradentes que, para montar, tem um custo enorme, chegou-se a um valor, proposto por nós.

BBC Brasil – Mas o carnaval já tem um patrocínio de R$ 15 milhões, não cobre?

Sturm – Mas isso é para o que já tinha. No ano passado, com 290 blocos, gastou-se R$ 11 milhões. Neste ano, com 490, fora os blocos grandes, vamos gastar perto de R$ 15 milhões. Para o circuito novo, tem um custo adicional. Então a gente propôs um valor, até porque esses são blocos grandes, com patrocínio, ação comercial – a gente achou que era justo eles pagarem. A maior parte negou.

BBC Brasil – O que vai acontecer com blocos que não cumprirem as restrições de horário? Ano passado teve repressão, bomba de gás, etc… Sei que não é a Secretaria que define isso, mas como vai funcionar o cumprimento de horário? 

Sturm – Quem toca são as prefeituras regionais – cada um lidou de uma forma, embora a Secretaria faça a grande coordenação. A gente está tentando fazer uma conscientização. O carnaval de rua é um bom exemplo da crise de um conceito que é a cidadania. Porque cidadania virou sinônimo de: “eu tenho direito”, quando cidadania é “eu tenho dever”.

Eu sou cidadão porque entendo que vivo numa comunidade e tenho que respeitar o meu vizinho. E cidadania agora virou “eu sou cidadão, então eu posso”. Não. Então a gente está apostando que o carnaval deste ano faça com que a cidadania, no sentido de entender que eu faço parte de uma cidade, comece a se tornar visível.

BBC Brasil – Ao dizer onde e quando podem ocorrer, a prefeitura não está acabando com a espontaneidade de manifestações como o carnaval e o grafite?

Sturm – Não é a Prefeitura que vai dizer. A Prefeitura é agente da maioria da população – precisa estabelecer normas para que a maioria fique satisfeita. Sempre vai ter gente insatisfeita. Essa coisa do espontâneo é muito legal, desde que não incomode outras pessoas.

Então agora eu decido tomar sol nu no meio da rua Cardeal Arcoverde. Não, não pode. “Mas como não pode? Somos parte da natureza, do corpo, do asfalto”. Não pode.

É como o pixo. Pixo é vandalismo. Não é arte, não é manifestação nenhuma. Quando essa discussão começou, um monte de gente me escreveu sugerindo que respondêssemos aos intelectuais que defendem pixo como arte para que entregassem seus endereços para que suas casas pudessem ser pixadas. É vandalismo, que nem arrebentar orelhão. Você está destruindo o direito do outro.

BBC Brasil – Uma das medidas do prefeito que tem gerado mais discussão, relacionada com a secretaria de Cultura, é a destruição dos grafites da avenida 23 de Maio. A justificativa foi que estavam mal conservados, com pixo por cima. Depois da pintura, se decidiu que ficou “muito cinza” e voltou-se atrás, dizendo que novos grafiteiros as pintarão novamente. Como será feita a escolha? E como ficarão os outros locais com grafites, como o Beco do Batman?

Sturm – Ninguém é contra o grafite, nem o prefeito, nem o secretário da Cultura. O (projeto) Cidade Linda prevê cerca de 20 ações de recuperação da cidade, um monte de coisa bacana. Entre as ações está a de pintar as paredes. Na 23 de Maio havia os grafites autorizados – ninguém lembrou disso, nós até avisamos, tanto que a gente conseguiu preservar alguns grafites. Mas acabou-se pintando.

BBC Brasil – Foi à revelia da Secretaria?

Sturm – Não foi à revelia, não fomos consultados, não fazíamos parte do Cidade Linda. Nós lembramos e avisamos: “Ó, pelo menos os grafites que estiverem em bom estado, não apaguem”. E aí você pode me dizer: “Tinha um que estava em bom estado e foi pintado”. É como uma guerra, morrem pessoas – mas é uma guerra. Não estou dizendo que seja uma guerra.

Não vai haver uma grafitagem na 23 de Maio como era antes, o prefeito vai fazer outra coisa ali, vai anunciar em breve e não cabe a mim falar sobre isso.

Em relação à cidade, estamos fazendo reuniões com grafiteiros e interessados e vamos apresentar uma proposta de ação na cidade que tem duas linhas: uma delas é o apoio a ações de grafite em locais que a gente pretende chamar de “Museus de Arte de Rua”.

BBC Brasil – Isso vai acontecer em espaços definidos e delimitados pela prefeitura?

Sturm – Serão em locais que a prefeitura vai oferecer. Não quer dizer que em outros lugares não se pode grafitar. Onde puder grafitar, quem quiser grafitar, grafita. Ninguém vai ser reprimido.

BBC Brasil – Nem apagado?

Sturm – E nem apagado, a princípio. Mas se você grafitar um prédio público que não podia ser grafitado, será apagado. Mesma coisa se você grafitar um prédio privado que não poderia, o dono vai apagar. Não vai ter uma política de cobrir grafites.

E o que a gente vai fazer não é dizer “não pode grafitar aqui ou em lugar nenhum”. O que vamos fazer é oferecer áreas, disponibilizá-las, ajudar com material e dizer: nesse fim de semana, está livre aquele espaço para grafitar e os artistas vão se organizar, não vamos escolher quem grafita, quem não grafita. Vamos fazer parcerias com grupos de grafiteiros nas regiões.

Eu acho que ao fazer isso, a prefeitura sinaliza – para os agentes de repressão inclusive – que grafite não é crime, que grafiteiro não é bandido.

BBC Brasil – Mas teve um grafiteiro que foi preso neste mês depois da ação na 23 de Maio. 

Sturm – Já teve a ação de grafite? Não. É isso que estou dizendo.

BBC Brasil – Mas então até que seja feita a ação, pode ou não pode continuar grafitando? 

Sturm – Aquele grafiteiro foi preso porque ele estava na 23 de Maio apagando o cinza sobre o grafite dele.

BBC Brasil – Então na Avenida 23 de Maio não se pode mais grafitar?

Sturm – Na 23 de Maio… eu não sei. Não vou falar – porque ela virou uma questão. Mas se tiver um muro onde não está escrito “não grafite” – há uma diretriz para que essa pessoa não seja detida. O que a gente quer fazer é apoiar uma ação de grafite em local disponibilizado pela prefeitura, para que a população perceba que grafite não é criminoso, não é marginal.

Queria até propor ao prefeito estabelecer que, onde não se pode grafitar, se coloque uma plaquinha.

BBC Brasil – Mas parte da população já não acha o grafite criminoso – por isso a polêmica surgiu. A prefeitura não está querendo ordenar e organizar um movimento espontâneo?

Sturm – Com essas ações, a prefeitura não está dizendo que não se pode fazer grafite fora desses encontros, mas está manifestando seu apoio a isso. A gente quer ajudar a legitimar e desmarginalizar, sem tirar o caráter rebelde.

Na hora em que a gente apoia o grafite, a gente não se apropria dele. Apropriar-se-ia caso baixássemos decreto proibindo grafite fora dos festivais. Mas não é isso. Grafite onde quiser, onde se possa.

BBC Brasil – Grafite, blocos de carnaval de rua, a Virada – esses temas tomaram conta das discussões sobre a Secretaria. Em quanto tempo acha que terá chance de mostrar os outros projetos? 

Sturm – Eu tenho uma data, 5 de março, que é quando penso em começar a cuidar do que interessa, último dia do carnaval de rua de São Paulo. Vencida essa etapa, acho que o grafite vai estar superado, o carnaval vai estar superado, a Virada já vai estar encaminhada, as pessoas já vão entender que não vai ser de exclusão, que estamos ocupando a rua de maneira efetiva, e não correndo de um lugar para o outro com medo de ser assaltado e espero poder mostrar o que estamos nos preparando para fazer: as bibliotecas vivas, reforço nos equipamentos culturais, política de leitura, regulamentar a lei municipal de incentivo à cultura, um monte de coisas concretas e que vão gerar muitos benefícios. Espero que a partir de 6 de março eu dê entrevista para falar disso.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/carnaval-de-rua-e-exemplo-de-crise-do-conceito-de-cidadania-diz-secretario-de-sp.ghtml

Carnaval 2017 em SP: veja horários e ordem dos desfiles das escolas de samba

Serão sete desfiles por noite, na sexta (24) e sábado (25). No domingo, oito escolas vão desfilar.

 

As 14 escolas de samba do Grupo Especial do carnaval de São Paulo vão desfilar nas noites dos dias 24 e 25 no sambódromo do Anhembi, na Zona Norte. Serão sete desfiles por noite, na sexta (24) e sábado (25). No domingo, oito escolas vão desfilar. O desfile das campeãs será no dia 3 de março.

Veja a ordem e os horários dos desfiles em São Paulo, segundo a Liga das Escolas de SP:

Grupo Especial – 1ª noite: sexta-feira, 24 de fevereiro

Grupo Especial – 2ª noite: sábado, 25 de fevereiro

Grupo de Acesso: domingo, 26 de fevereiro

  • 21h00: Estrela do Terceiro Milênio
  • 22h00: Leandro de Itaquera
  • 23h00: Camisa Verde e Branco
  • 00h00: Independente Tricolor
  • 01h00: X-9 Paulistana
  • 02h00: Imperador do Ipiranga
  • 03h00: Colorado do Brás
  • 04h00: Pérola Negra

Desfile das campeãs: sexta-feira, 3 de março

  • 7º Colocada
  • 6º Colocada
  • 5º Colocada
  • 4º Colocada
  • 3º Colocada
  • Vice Campeã
  • Campeã

Venda de ingressos:

Os ingressos para os desfiles das escolas de samba do carnaval de São Paulo são vendidos nas bilheterias do portão 1 do sambódromo do Anhembi, das 12h às 20h. As compras podem ser feitas com dinheiro ou cartão. Os ingressos também podem ser comprados pelo site www.ingressos.ligasp.com.br.

Os valores da arquibancada, por exemplo, variam de R$ 30 (para o domingo, quando desfilam as escolas do Grupo de Acesso) a R$ 190. As cadeiras, de R$ 60 a R$ 550. E o camarote para dez pessoas sai por até R$ 12.000. Confira todos os preços na página da Liga.

Os ingressos também podem ser comprados em uma loja da Liga das Escolas de Samba de São Paulo na estação São Bento do Metrô.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/carnaval/2017/noticia/carnaval-2017-em-sp-veja-horarios-e-ordem-dos-desfiles-das-escolas-de-samba.ghtml

Doria faz parceria com empresas farmacêuticas para SP receber medicamentos gratuitos

Cerca de 100 tipos de medicamentos serão doados pelos laboratórios. Prefeitura de SP quer distribuir remédios em farmácias particulares e fechar farmácias dos postos de saúde.

Prefeitura de São Paulo fez uma parceria com empresas farmacêuticas para o fornecimento gratuito de medicamentos utilizados na rede municipal de saúde. Cerca de 100 tipos de medicamentos, que estão em falta no sistema público, serão doados pelos laboratórios.

Inicialmente, a doação está prevista para ocorrer no período de dois meses como um auxílio emergencial para abastecer a rede pública e tirar “do zero” o estoque de muitas unidades de saúde.

Essa é mais uma parceria entre a administração municipal e a rede privada. Desde que assumiu, o prefeito João Doria (PSDB) fez parcerias para a limpeza da Ponte Estaiada, reforma dos banheiros do Parque do Ibirapuera, recebimento de veículos para o programa Marginal Segura e a revitalização do Parque Raposo Tavares, entre outros. Pelo menos 10 programas ou ações já receberam investimento privado.

O anúncio será feito na tarde desta quarta-feira (8) pelo prefeito João Doria e pelo secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, quando eles devem informar quanto a Prefeitura espera economizar com o fornecimento gratuito dos remédios.

Farmácias privadas
Outra parceria entre a administração municipal e a rede privada consiste em fornecer toda a medicação que, atualmente, é distribuída nas farmácias das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e das AMAs (Assistência Médica Ambulatorial), nas farmácias particulares como as Drogarias Onofre, Drogasil e Drogaria São Paulo.

 A medida deve economizar recursos públicos com a compra e distribuição dos remédios, já que o paciente poderá retirá-lo em diversas farmácias espalhadas pela cidade. E, com isso, as farmácias das unidades de saúde municipais devem fechar as portas.

O secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, disse que a compra feita atualmente pelo sistema de licitação dificulta o processo, que podem ocorrer impugnações por empresas derrotadas e que, após a assinatura dos contratos, também há dificuldades de logística e eventuais falhas nas entregas por parte das empresas.

“O sistema é o problema. A compra é difícil, a logística é difícil. Estamos encontrando outras opções. O correio já é utilizado em alguns casos. Outra opção é utilizar as próprias famárcias de algumas regiões, dando um cartão, um ticket pra que a pessoa retire o remédio”, disse Pollara, no mês passado.

O modelo é parecido com o programa Farmácia Popular, criado pelo governo federal em 2004.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/doria-faz-parceria-com-empresas-farmaceuticas-para-sp-receber-medicamentos-gratuitos.ghtml

Grupo pede transparência sobre gastos públicos a vereadores de São Caetano

População redigiu documento pedindo medidas para se informar sobre gastos públicos. Apenas dez vereadores assinaram ‘Carta de Transparência’.

Os moradores de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, entregaram na Câmara Municipal uma “Carta de Transparência” com propostas para aumentar o controle sobre os gastos públicos. Dez dos dezenove vereadores quiseram assinar o documento, informou o Bom Dia São Paulo desta quarta-feira (8).

A carta é uma iniciativa do Observatório Social, uma organização da sociedade civil que atua em 118 cidades do país. Ela é formada por cidadãos voluntários que acompanham os gastos públicos e que já conseguiu uma economia de R$ 1,5 bilhão em nove anos.

São Caetano oferece um Portal da Transparência, mas que dá acesso a poucas informações sobre gastos públicos, sem detalhá-los. Nesta terça-feira (7), durante a primeira sessão ordinária na Câmara em 2017, os vereadores receberam dos cidadãos o documento com um pedido para a criação de leis e medidas que permitam o acompanhamento dos gastos na cidade por todos.

“Em dois anos e meio acompanhando a Prefeitura, nós descobrimos que a estrutura não favorece o acompanhamento das contas públicas. Nem mesmo a Prefeitura sabe quanto tem nos estoques. A estrutura da Prefeitura precisa mudar para ter este controle, e isso nós resumimos na carta com nove medidas bem-sucedidas em muitas cidades brasileiras”, explica Mario Camilo Bohm, presidente do Observatório Social.

Entre as propostas estão:
– a criação de um Diário Oficial Eletrônico;
– a criação de um almoxarifado central para controle de compras e estoques;
– mais transparência nas licitações;
– criação de um Cartão Cidadão para quem é beneficiário de serviços e programas sociais;
– limite de gastos com publicidade.

Dos 19 vereadores da cidade, apenas 10 assinaram a carta. A maioria que não assinou é de partidos da coligação do atual prefeito.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/grupo-pede-transparencia-sobre-gastos-publicos-a-vereadores-de-sao-caetano.ghtml

Fraudes do Bilhete Único continuam após bloqueio de cartões

Prefeitura bloqueou 90 mil unidades. Fraudes acontecem em estações do Metrô e da CPTM e às vezes é presenciada pelos seguranças.

Mesmo após a Prefeitura de São Paulo bloquear 90 mil cartões de Bilhete Único em uma investigação contra fraudes, as vendas irregulares de créditos continuam acontecendo normalmente em estações do Metrô e da CPTM. O Bom Dia São Paulo flagrou diversas situações.

Na Estação Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, fraudadores vendem passagens mais baratas na frente da bilheteria, sem contrangimento. Um deles explica porque vende mais barato que a tarifa de R$ 3,80. “O meu tem bastante crédito”, diz. Outro vai até a catraca e passa seu cartão para os clientes interessados.

Na estação Perus da CPTM, mais de 10 pessoas vendiam créditos fraudados na entrada da estação. Um segurança chega a conversar com o grupo, mas voltou ao trabalho normalmente.

Na Estação Celso Daniel, em Santo André, pessoas devolvem o cartão para os fraudadores logo após passar a catraca. O mesmo acontece na estação da Mauá da Linha 10-Turquesa, na frente de um segurança da CPTM.

O gerente de segurança da CPTM afirmou que muitas vezes só olhar a movimentação dos fraudadores faz parte de uma estratégia dos seguranças pra conseguir pegar gente que esteja participando do esquema.

A polícia disse que trabalha junto com a CPTM e a SPTrans para impedir a ação dos fraudadores./

A Secretaria de Mobilidade e Transportes trabalha numa força tarefa para acabar com o esquema de fraudes. A SPTrans informou que os cartões com crédito falso são carregados em locais não autorizados. Denúncias podem ser feitas no 156.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/fraudes-do-bilhete-unico-continuam-apos-bloqueio-de-cartoes.ghtml

Estudante de direito é agredido por agentes da CPTM na estação Barra Funda

Imagens registradas por passageiros e pelo próprio estudante mostram agressão. CPTM diz que vai apurar o ocorrido e tomar providências.

Um estudante de direito foi agredido no início da noite desta terça-feira (7) na estação Barra Funda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na Zona Oeste de São Paulo.

Por volta das 18h, Arthur Damascena disse que estava sentado no chão da estação esperando a namorada quando foi abordado pelos agentes da CPTM.

Segundo o estudante, os funcionários pediram que ele deixasse o local, pois estaria atrapalhando o fluxo de passageiros.

As imagens gravadas por testemunhas e pelo próprio estudante mostram dois agentes da CPTM e um homem de camisa listrada imobilizando a vítima. Os agentes impediam que as pessoas se aproximassem. Os passageiros que viram a confusão se revoltaram.

O estudante fez um boletim de ocorrência na delegacia do Metrô por lesão corporal e abuso de autoridade.

A CPTM disse que vai apurar o ocorrido e tomar as providências cabíveis.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/estudante-de-direito-e-agredido-por-agentes-da-cptm-na-estacao-barra-funda.ghtml

TSE ouve em SP testemunhas de ação sobre chapa Dilma-Temer

Em dezembro, a Polícia Federal realizou diligências em três fornecedoras de campanha dos então candidatos.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou na manhã desta quarta-feira (8) a ouvir cinco testemunhas em processo que investiga se houve irregularidades da chapa Dilma-Temer durante a campanha presidencial de 2014. As audiências foram marcadas para ocorrer no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, na região central da capital paulista.

Conforme informou a colunista Andréia Sadi nesta quarta, mais cedo, os depoimentos são um desdobramento de operação que a Polícia Federal realizou em dezembro. Agentes da PF visitaram empresas subcontratadas por gráficas que, segundo as investigações já realizadas, não teriam prestado os serviços contratados.

As cinco testemunhas chamadas a prestar depoimento nesta quarta são: Vivaldo Dias da Silva, Thiago Martins da Silva, Isac Gomes da Silva, Elias Silva de Mattos e Jonathan Gomes Bastos.

Relatório da Polícia Federal enviado ao TSE informa que foram encontradas irregularidades em pagamentos realizados pela chapa Dilma-Temer a três gráficas na campanha eleitoral de 2014. A polícia afirma que há elementos que permitem concluir que parte dos valores oficialmente apresentados como pagamentos às gráficas “não foi, de fato, direcionada a essa atividade”.

Segundo a PF, parte do dinheiro, declarado como verba de campanha, foi desviado para pessoas físicas e jurídicas “em benefício próprio ou de terceiros”.

O advogado do presidente Michel Temer, Gustavo Bonini, afirmou em entrevista à GloboNews, antes dos depoimentos desta quarta, que o então vice-presidente e o seu partido, PMDB, não foram responsáveis pela contratação das gráficas investigadas no processo. “Portanto, eles não têm domínio do fato. Eles não sabem quem são essas gráficas. Não acompanharam, não contrataram, não discutiram, não avalizaram”, disse.

Segundo Bonini, do ponto de cível-eleitoral, as gráficas foram contratadas e pagas com recursos de campanha. Tudo com nota fiscal e devidamente declarado. “Após essa declaração está se constatando possivelmente que elas não prestaram o serviço pelos quais receberam. Essa é uma avaliação que extrapola a campanha. São pessoas estranhas à campanha”. Para ele, as supostas irregularidades devem ser investigadas, mas fora do TSE, na esfera criminal.

O advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, Flávio Caetano, também falou com a imprensa antes da sessão no TRE e voltou a ressaltar que todos os serviços contratados durante a campanha foram produzidos e entregues pelas gráficas. “Juntamos mais de 8,3 mil documentos que comprovam que todo material foi feito. Nós confiamos na Justiça. As contas já foram aprovadas em 2014. Dois anos de investigação e nada foi demonstrado”.

Ação

A ação sobre a chapa Dilma-Temer foi protocolada pelo PSDB logo após a eleição de 2014. O partido diz ter havido abuso de poder político e econômico na disputa. A principal acusação é de que a campanha foi abastecida com dinheiro de propina desviado da Petrobras, suspeita negada pelas defesas de Dilma e Temer.

Na ação, o PSDB pede que, caso a chapa seja cassada, o TSE emposse como presidente e vice os senadores Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), derrotados na eleição presidencial. A tendência, porém, é que, em caso de condenação, o TSE convoque eleições indiretas, de modo que o Congresso escolha um novo presidente da República. Não há data para a ação ser julgada.

Relator do caso, o ministro Herman Benjamin será o primeiro a votar, entre os 7 ministros do TSE. Para a condenação, são necessários ao menos 4 votos favoráveis.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/tse-ouve-em-sp-testemunhas-de-acoes-sobre-chapa-dilma-temer.ghtml

Pai de médica demitida após morte de Dona Marisa diz que filha sofre ameaças e nega vazamento de dados sigilosos

Gabriela Munhoz foi acusada de divulgar em grupos de mensagens instantâneas exames a respeito do quadro de saúde da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia.

Mário Munhoz, pai da médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, demitida do Hospital Sírio-Libanês na última quinta-feira (2), suspeita de vazar dados sigilosos sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia, negou que sua filha tenha divulgado exames ou feito comentários maldosos sobre a esposa do ex-presidente Lula nas redes sociais.

“Ela não teve acesso a nenhum tipo de prontuário, não atendeu a dona Marisa, não viu dona Marisa. Ela ficou sabendo que a dona Marisa estava lá pela internet”, afirmou.

Em entrevista ao G1 por telefone, ele disse que a filha já recebeu mais de 250 ameaças e que também foi despedida de um dos hospitais públicos em que trabalhava na capital paulista. “Ela está sendo ameaçada de morte, está sob tratamento e medicação por conta do abalo emocional”, revela.

Segundo Munhoz, que também é médico, os comentários feitos por Gabriela em um grupo de WhatsApp e divulgados na imprensa foram descontextualizados. Gabriela estava de plantão no dia 24 de janeiro, data em que a ex-primeira-dama foi hospitalizada no Sírio-Libanês.

De acordo com a família da médica, no mesmo dia, colegas de faculdade dela postaram em grupo de mensagens no aplicativo imagens da tomografia que a ex-primeira-dama havia feito em um hospital em São Bernardo do Campo, no ABC, e que tinham sido divulgadas por um outro profissional.

“Alguém postou, não foi ela. Postaram lá. E questionaram ela: ‘Gabi, e aí?’ Embaixo da imagem postaram: ‘Fisher quatro’. O Fisher quatro não é nem quadro clínico, nem diagnóstico. Isso daí é um laudo radiológico […]. A resposta que ela deu foi em cima de uma colocação que tinha lá no grupo dela.”

Ele alega que um dos médicos que estava no grupo tirou uma cópia do trecho em que Gabriela comenta e encaminhou para outras pessoas. “E isso se expandiu para o Brasil afora. E estão dizendo, sem o contexto anterior, sem ver os prints anteriores, que ela fez um furo de diagnóstico, fez uma perda de sigilo médico”.

Segundo Munhoz, na participação de Gabriela no grupo de mensagens, ela confirma informações que tinham sido divulgadas horas antes em boletim médico. “O horário é fundamental. Foi às 19h20. O Brasil inteiro já sabia de tudo”, disse. Entretanto, ao escrever que dona Marisa estava realizando exames e ainda não tinha sido levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a médica teria cometido um erro de digitação que gerou interpretações, de acordo com ele, equivocadas.

“Quando ela falou UTI o corretor de texto corrigiu para ‘uro’. Um colega imediatamente falou: ‘Uro não, brincando’. Porque uma pessoa com AVC subir para a urologia não tem nada a ver. Aí ela botou UTI e deu uma risadinha. Mas foi uma risadinha com relação ao colega.”

Na avaliação de Munhoz, o Hospital Sírio-Libanês errou ao demitir sua filha por justa causa sem abrir uma sindicância ou apurar os fatos. “Não fizeram nenhum tipo de levantamento, sem direito à defesa nenhuma.” Ele afirma que para ter acesso aos prontuários médicos é necessário login e senha, e que seria possível comprovar que Gabriela não fez nenhuma consulta sobre o quadro de saúde da ex-primeira-dama.

O pai da médica diz temer pela saúde e carreira da filha e diz que ela espera conseguir esclarecer o ocorrido à família do ex-presidente Lula. “Uma das coisas que mais está preocupando ela é a família Lula achar que ela desejou mal. Isso está transtornando ela demais (…). Queremos conversar com a família do Lula e dizer que ela jamais fez algum tipo de ofensa para a dona Marisa, sempre torceu para ela melhorar. A gente não tinha nada contra eles, de maneira nenhuma.”

Ele também comenta que nas redes sociais circula uma imagem de uma jovem vestida supostamente médica com um cartaz contrário ao ex-presidente Lula. A imagem estaria sendo atribuída a Gabriela. “Tem até uma foto de uma pessoa de branco segurando um cartaz contra o Lula e estão dizendo que é ela. Ela nunca participou de protesto nenhum. Isso é uma inverdade, uma mentira de gente que fez disso daí uma briga partidária. Não temos nada com isso. Isso não tem cabimento e nunca teve na nossa casa. É um absurdo.”

Na noite desta terça-feira (7), Gabriela divulgou uma nota sobre o assunto. Veja a íntegra do texto: 

“Em razão dos últimos acontecimentos, venho informar que jamais divulguei ou compartilhei imagens de exames médicos da Dona Marisa Letícia, tampouco informações sigilosas sobre seu diagnóstico. Não tive contato visual ou pessoal com ela nem com seu prontuário médico. 

Minhas palavras foram descontextualizadas e distorcidas, não fiz piadas ou ironias com o estado de saúde da ex-primeira-dama, não desejei seu mal, nem deixei que qualquer ideologia político-partidária interferisse na minha conduta médica. Infelizmente, acabei sendo usada em uma discussão política que jamais foi minha intenção. Até imagem de outra pessoa segurando um cartaz em manifestação atribuíram a mim.

Lamento muitíssimo o falecimento de Dona Marisa e qualquer aborrecimento que esse assunto tenha gerado à sua família em um momento tão delicado e de tanto sofrimento. Em nenhum momento, imaginei ou tive a intenção de produzir ou acentuar ainda mais a dor dos familiares e amigos. 

Att., Gabriela Munhoz”

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/pai-de-medica-demitida-do-sirio-libanes-diz-que-filha-sofre-ameacas-e-nega-vazamento-de-dados-sigilosos.ghtml

Lacta abre 6,5 mil vagas temporárias para a Páscoa

Candidatos devem ter mais de 18 anos e ensino médio completo. Profissionais vão reforçar as equipes nos pontos de vendas.

A Lacta, marca da Mondelēz Brasil, abriu 6,5 mil vagas temporárias para a Páscoa deste ano. As oportunidades são para reforçar as equipes nos pontos de vendas.

Os contratados ajudarão no contato com os consumidores na escolha dos produtos nos pontos de venda e trabalharão até abril de 2017 em praças estratégicas de todo o Brasil. O período de atuação desses profissionais começa ao longo de março e segue até o domingo de Páscoa.

Os candidatos devem ter mais de 18 anos, ensino médio completo, boa capacidade de comunicação/abordagem a clientes e pró-atividade e perseverança. Experiência prévia em vendas/merchandising será um diferencial.

As vagas representam uma grande oportunidade para diversos profissionais que estão em busca de uma relocação no mercado de trabalho. Historicamente, 13% dos animadores de Páscoa, como são chamados esses profissionais internamente, são contratados posteriormente como promotores da Mondelēz Brasil.

Confira o número de vagas por região e e-mail para inscrição:

São Paulo – cerca de 2,6 mil vagas
São Paulo, Sorocaba e região, Campinas e região, Limeira e região, Ribeirão Preto e região, São José do Rio Preto e região, Bauru e região, Presidente Prudente e região, Vale do Paraíba e litoral sul
Contato: pascoa2017@spotpromo.com.br

Diadema
Link de inscrição: https://goo.gl/RLJqt0

Mauá
Link de inscrição: https://goo.gl/LpilJO

Ribeirão Pires
Link de inscrição: https://goo.gl/T3dVmi

Santo André
Link de inscrição: https://goo.gl/y1imOF

São Bernardo do Campo
Link de inscrição: https://goo.gl/K7FZFl

São Caetano do Sul
Link de inscrição: https://goo.gl/E15Pk8

Suzano
Link de inscrição: https://goo.gl/Nzovma

Guarulhos
Link de inscrição: https://goo.gl/BJcMLh

Mogi das Cruzes
Link de inscrição: https://goo.gl/i0PbT5

Poá
Link de inscrição: https://goo.gl/R78Uox

Paraná – cerca de 590 vagas
Contato: pascoa2017@spotpromo.com.br

Rio Grande do Sul – cerca de 430 vagas
Contato: pascoa2017@spotpromo.com.br

Santa Catarina – cerca de 270 vagas
Contato: pascoa2017@spotpromo.com.br

Minas Gerais – cerca de 420 vagas
Contato: pascoa2017@spotpromo.com.br

Rio de Janeiro – cerca de 590 vagas
Contato: pascoarj2017@taolivemkt.com

Espírito Santo – cerca de 40 vagas
Contato: tais@selloutpromocoes.com.br

Distrito Federal – cerca de 190 vagas
Contato: selecaopascoalacta@empreza.com.br

Goiás – cerca de 150 vagas
Contato: selecaopascoalacta@empreza.com.br

Mato Grosso do Sul – cerca de 70 vagas
Contato: selecaopascoalacta@empreza.com.br

Mato Grosso – cerca de 100 vagas
Contato: selecaopascoalacta@empreza.com.br

Ceará – cerca de 130 vagas
Contato: pascoa@dnapromo.com.br

Maranhão – cerca de 60 vagas
Contato: pascoa.maranhao@outlook.com

Piauí – cerca de 30 vagas
Contato: pascoa.teresina@outlook.com

Tocantins – cerca de 10 vagas
Contato: pascoa.tocantins@outlook.com

Pará – cerca de 60 vagas
Contato: pascoaplenu@outlook.com

Amazonas – cerca de 40 vagas
Contato: pascoa.manaus@outlook.com

Rondônia – 5 vagas
Contato: pascoarhesultados@outlook.com

Bahia – cerca de 220 vagas
Contato: cadastro.dpromo@gmail.com

Alagoas – cerca de 50 vagas
Contato: cadastro.dpromo@gmail.com

Sergipe – cerca de 70 vagas
Contato: cadastro.dpromo@gmail.com

Pernambuco – cerca de 270 vagas
Contato: pascoa@infinitopromo.com.br

Paraíba – cerca de 70 vagas
Contato: pascoa@infinitopromo.com.br

Rio Grande do Norte – cerca de 70 vagas
Contato: pascoa@infinitopromo.com.br

Fonte: http://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/lacta-abre-65-mil-vagas-temporarias-para-a-pascoa.ghtml

Na Páscoa, fabricantes apostam em marcas tradicionais, ovos com caixa de som e volta do chocolate Surpresa

Fabricantes apresentaram as principais novidades da Páscoa 2017; número de lançamentos diminuiu, mas empresas têm ovos de várias faixas de preço.

 

As fabricantes de chocolate terão um número menor de novidades na Páscoa deste ano. Em tempos de crise, muitas preferiram investir em marcas que são seus carros chefes, como Alpino, da Nestlé, ou Sonho de Valsa, da Lacta. Elas fizeram, no entanto, algumas apostas de lançamentos.

Uma das maiores novidades deste ano é a volta do chocolate Surpresa, que deixou de ser fabricado há 15 anos. A tecnologia também virou “recheio” e algumas fabricantes lançaram ovos com speaker, uma caixa de som que pode ser conectada ao celular por meio de bluetooth, e headphones.

Veja a seguir os lançamentos por fabricante:

Nestlé

A Garoto apostou em ovos cuja embalagem já é uma brincadeira para as crianças, como a Fazenda e a Cesta Baton. A primeira vem com coelho e ovo de chocolate e bichinhos de papel para montar. A segunda traz 20 miniovos e patinhas de coelho para fazer caça aos ovos. Há ainda uma lata com 40 miniovos. No caso da Fazenda, o preço sugerido é de menos de R$ 20 para que o consumidor possa presentear pagando um preço mais acessível.

Keila Broedel, gerente de marketing de sazonais, diz que a Garoto aposta em vendas melhores do que em 2016, quando o consumidor estava mais cauteloso, e afirma que a empresa não diminuiu o tamanho dos ovos. Segundo ela, houve apenas algumas mudanças no layout dos ovos para deixá-los com mais “cara de presente”. Os preços da marca variam de R$ 6 (coelho de chocolate) a R$ 49 (Talento de 375 gramas).

Arcor

A Arcor apostou em ovos de Páscoa com preços mais acessíveis, que vão de R$ 19,90 a R$ 40. Segundo Anderson Freire, gerente de marketing, chocolates, biscoitos e guloseimas, a empresa manteve o mesmo tamanho dos ovos e repassou apenas a inflação para o valor, em torno de 6%. Entre os lançamentos estão ovos com licenciamentos da princesa Moana e dos Simpsons. Outra grande aposta é o ovo Tortuguita que vem com headphone.

Lacta

Ricardo Reis, gerente de marketing de sazonais da Lacta, diz que neste ano a empresa colocou o chocolate como principal protagonista, com apostas em seus ovos tradicionais como Diamante Negro, Sonho de Valsa, Laka e Oreo, além do lançamento do Bis Oreo. Para as crianças, a Lacta lançou a Caça aos Ovos, e elas podem brincar com a caixa e comer os 14 miniovos.

Segundo Reis, o menor preço sugerido é para o ovinho recheado Sonho de Valsa, com o valor de R$ 10. Já o mais caro é de R$ 70 para o ovo de 743 gramas Grandes Sucessos. Já em relação aos licenciamentos, a Lacta diminuiu de 11 no ano passado para 4 este ano – são Barbie, Batman, Hot Wheels e Ever After High. “Tratou-se de adequação na linha de eficiência e na demanda do consumidor”, diz Reis.

Ferrero Rocher e Kinder Ovo

A Ferrero Rocher apostou no layout para chamar a atenção do consumidor. O tradicional bombom com pedaços de avelã veio em formato grande, pesando 125 gramas, em uma embalagem para presente – mas será vendido apenas nas lojas Americanas e Carrefour, ao preço sugerido de R$ 30.

A marca apostou ainda em produtos mais acessíveis para o consumidor, como uma caixa em formato de presente que traz seis bombons e custa R$ 15. O ovo mais caro é o de 365 gramas, a R$ 62,90. O tamanho diminuiu este ano, pois em 2016 tinha 390 gramas, mas o preço sugerido não mudou, diz a empresa.

Já a Kinder Ovo trouxe dois licenciamentos próprios como grande aposta, Reino das Fadas e Velox, com três opções de fadas e vários tipos de carrinhos de corrida para os meninos. Essas coleções estarão em ovos de 150 gramas que custam R$ 56,49 e nos ovinhos de 20 gramas que valem R$ 5,59.

Kopenhagen e Brasil Cacau

A Kopenhagen continuou sua aposta em ovos com combinações de vários sabores e com brindes sofisticados. Os preços variam de R$ 8,90 a R$ 690. A marca de chocolate premium substituiu o ovo de Páscoa que trazia uma pulseira da Pandora, sucesso de vendas dos últimos dois anos, e que custava em média R$ 480, pelo ovo que vem com um chaveiro exclusivo com os itens clássicos da Kopenhagen, como o café, a Nhá Benta e a letra K, símbolo da marca. O preço sugerido é R$ 389.

Outras novidades são ovos que vêm com óculos de realidade virtual do Mickey e Minnie para a garotada e, para os adultos, um ovo que vem com uma garrafa de cerveja artesanal WälsPetroleum de 375 ml.

O produto mais barato é o ovinho Nhá Benta de 20 gramas, a R$ 8,90. O mais caro é a cesta premium de couro com 2,3 kg de chocolate, reunindo 13 variedades de produtos, por R$ 690.

A Brasil Cacau apostou em ovos de 150 gramas que vêm dentro de cofres que trazem dicas de economia para a criançada, ao preço sugerido de R$ 44,90.

A Cacau Show trouxe entre os lançamentos ovos com speakers em formato de trufa e com headphones, mas para fisgar o consumidor com menor poder aquisitivo apostou na produção de ovos pequenos, miniovos e barrinhas de chocolate, com preços ao redor de R$ 9.

Os preços sugeridos dos produtos variam de R$ 4,90 (pirulito de chocolate de 25 gramas) a R$ 58,90 (trio gourmet com três ovos recheados com brigadeiro, merengue e morango e Romeu e Julieta acompanhados de uma colher). A empresa apostou ainda em licenciamentos próprios para seus brindes como cesta e bola de basquete, maletinha com desenhos de fadas e gorros de pelúcia da coleção Chocomonstros que mexem a orelha e os braços quando se aperta o pé.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/na-pascoa-fabricantes-apostam-em-marcas-tradicionais-ovos-com-caixa-de-som-e-volta-do-chocolate-surpresa.ghtml