Dentista das estrelas, Dr. Sued Jarude, ensina como selecionar cor nos trabalhos protéticos!

É preciso, sempre, planejar as etapas do tratamento de tal, inclusive quando se trata de uma abordagem estética. Essa estética, muitas vezes almejada, deve estar acompanhada de saúde, funcionalidade e naturalidade.
A naturalidade objetivada abrange uma das etapas do planejamento terapêutico que é a Seleção da Cor, principalmente em trabalhos com facetas de porcelana e lentes de contato.
A cor é, provavelmente, uma das maiores frustrações nos resultados finais em trabalhos com facetas de porcelana, principalmente as famosas lentes de contato. A seleção da cor nesses trabalhos de facetas de porcelana, uma etapa realizada ainda em consultório, é até um procedimento bem simples, orientado por escalas de cor que muito se aproximam do resultado final. Difícil mesmo é dentista e pacients chegarem a um acordo sobre qual a cor mais indicada para o sucesso do tratamento.
Profissionais, aqueles com senso estético mais apurado, tendem a escolher cores mais naturais, por entenderem a naturalidade do resultado final como um indicador de sucesso. Enquanto que pacientes tendem a preferir cores mais próximas do branco absoluto, muito influenciados pelos padrões de beleza dos artistas. É comum ouvirmos pacientes chegarem no consultório pedindo “os dentes brancos” de um determinado famoso ou famosa.
É certo que a seleção da cor nos trabalhos protéticos ou em trabalhos com Resina Composta pode estar apoiada em modismos. Porém, vale ressaltar que cores muito próximas do branco absoluto podem dificultar a confecção de detalhes anatômicos encontrados nos dentes naturais, além de perderem com mais rapidez o brilho e a lisura superficial devido à ação das cerdas das escovas dentárias.
Outro ponto importante, quando se deseja cores mais brancas, é a frequência com que o paciente deverá fazer clareamento dental para que os mesmos se aproximem da cor do trabalho de porcelana realizado. Contudo, procedimentos de clareamento consecutivos podem danificar o esmalte dental sim, por um processo de desnaturação proteica que recobre o esmalte, deixando-o mais friável, ou seja, quebradiço.
Portanto, o diálogo franco e esclarecedor entre profissional e paciente é o caminho mais eficaz para um consenso sobre a estética, apesar de sua relatividade, mas que o resultado seja sempre satisfatório e natural, harmonizando saúde e beleza.

 

Dr. Sued Moreno Jarude

Especialista em DTM e Dor Orofacial

Atuação em Odontologia Estética.

 

instagram.com/sued_jarude

 

Assessoria: Michelasi Produções